sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Berçário


Berçário

Introdução
Nossa igreja se esforça para proporcionar aos nossos bebês um lugar apropriado para o seu bom desenvolvimento. É aqui que começa sua educação cristã.
O berçário é o local onde acolhemos crianças de zero a dois anos e meio. Além de funcionar como espaço de recreação e cuidados dos bebês enquanto os pais participam dos cultos, tem como objetivo, contribuir com a formação cristã da criança desde cedo Elas ouvem estórias bíblicas, cantam músicas e louvor que refletirão no seu comportamento diário.

O nosso berçário funciona aos domingos, no horário dos três cultos. É gratuito e aberto aos pais de crianças nesta faixa etária. Dispomos de três ambientes:

1. Recepção – onde os pais entregam seus filhos e recebem uma ficha para identificação da criança. Esta ficha também permite que os pais sejam encontrados durante o culto com mais facilidade, caso haja necessidade de sua presença no berçário

2. Sala de recreação e outras atividades - ouvem as estórias bíblicas, cantam louvor, assistem DVDs com estórias bíblicas; oferecemos também brinquedos, jogos e um momento para a hora do lanchinho, etc.

3. Sala de descanso – dispõe de berços, poltrona para amamentação, fraldário e uma mine cozinha para o preparo do lanchinho e de mamadeira.
Além disso, o berçário conta com uma equipe de voluntárias capacitadas e comprometidas com este ministério fundamental à vida da comunidade e está sob a supervisão de Mafalda Cosentino Calife

IDE

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1- Descrição do ministério.
Ministério de evangelismo que utiliza artes cênicas como estratégia principal de comunicação das boas novas de Cristo.


2- Quando se iniciou?
Fevereiro de 1992.


3- Qual o propósito?
Levar o evangelho ao máximo de pessoas possível, promovendo comunhão e crescimento espiritual aos seus integrantes e a igreja.


4- Qual a data, horário e local de encontro?
Todos os sábados das 14h às 17h na Catedral.

5- Nome dos integrantes.
Abraão Cefas
Francisco Castro
Chris Falcão
Daniel Fernandes
Daniel Paiva
Danillo Sidreira
Fernando Wanderley
Luiz Filipe
Giba Farias
Janna Joceli
Linoca Romão
Lívia Sena
Mileyde Karina
Nanda Sena
Rafael Coutinho
Rebeca Oliveira
Talita Arruda
Tuco Farias
Vanessa Rodrigues
Vivi Monteiro
Victor Motta


6- Outras informações relevantes?
Líderes:
Victor Motta: 88280019
Fernando Wanderley: 85064846
Caso deseje fazer parte favor contatar a liderança.

Homens e Mulheres de Oração


HOMENS DE ORAÇÃO
Coordenador:ALEXANDRE LINS
Telefone: 91789210 CLARO / 96134550 TIM

1- Descrição do ministério.
O Ministério tem por objetivo mobilizar a igreja em buscar o Senhor Deus em orações suplica e interceder pelas autoridades eclesiásticas, pelas famílias, pelo país. E sobre tudo por cada um que compõe este ministério. É o espaço em que todos derramam o seu suplicas, abrem os seus corações sabendo que Deus tem ouvido as orações do seu povo.


2- Quando se iniciou?

Não sabemos o dia ou o mês, só sabemos que o ministério já tem de seis a sete anos de existência.

3- Qual o propósito?
O homem foi estabelecido por Deus como líder da família. E sacerdote do lar. O nosso propósito é mobilizar a igreja da necessidade de buscar a Deus de todo o coração. E compete a nos homens da igreja a responsabilidade de ser exemplos em oração.
 
4- Qual a data, horário e local de encontro?
Todas as terças feras de 06:h as 07:h.

5- Nome dos integrantes.

6- Outras informações relevantes?




95 Teses de Lutero

Credos39 Art. ReligiãoTeses de Lutero50 Lições

1ª Tese Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: "Arrependei-vos", certamente quer que toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo arrependimento.

2ª Tese E esta expressão não pode e não deve ser interpretada como referindo-se ao sacramento da penitência, isto é, à confissão e satisfação, a cargo do ofício dos sacerdotes.

3ª Tese Todavia não quer que apenas se entenda o arrependimento interno; o arrependimento interno nem mesmo é arrependimento quando não produz toda sorte de modificações da carne.

4ª Tese Assim sendo, o arrependimento e o pesar, isto é, a verdadeira penitência, perdura enquanto o homem se desagradar de si mesmo, a saber, até a entrada desta para a vida eterna.

5ª Tese O papa não quer e não pode dispensar outras penas, além das que impôs ao seu alvitre ou em acordo com os cânones, que são estatutos papais.

6ª Tese O papa não pode perdoar divida senão declarar e confirmar aquilo que já foi perdoado por Deus; ou então faz nos casos que lhe foram reservados. Nestes casos, se desprezados, a dívida deixaria de ser em absoluto anulada ou perdoada.

7ª Tese Deus a ninguém perdoa a dívida sem que ao mesmo tempo o subordine, em sincera humildade, ao sacerdote, seu vigário.

8ª Tese Canones poenitendiales, que não as ordenanças de prescrição da maneira em que se deve confessar e expiar, apenas aio Impostas aos vivos, e, de acordo com as mesmas ordenanças, não dizem respeito aos moribundos.

9ª Tese Eis porque o Espírito Santo nos faz bem mediante o papa, excluído este de todos os seus decretos ou direitos o artigo da morte e da necessidade suprema

10ª Tese Procedem desajuizadamente e mal os sacerdotes que reservam e impõem aos moribundos poenitentias canonicas ou penitências para o purgatório a fim de ali serem cumpridas.

11ª Tese Este joio, que é o de se transformar a penitência e satisfação, Previstas pelos cânones ou estatutos, em penitência ou penas do purgatório, foi semeado quando os bispos se achavam dormindo.

12ª Tese Outrora canonicae poenae, ou sejam penitência e satisfação por pecadores cometidos eram impostos, não depois, mas antes da absolvição, com a finalidade de provar a sinceridade do arrependimento e do pesar.

13ª Tese Os moribundos tudo satisfazem com a sua morte e estão mortos para o direito canônico, sendo, portanto, dispensados, com justiça, de sua imposição.

14ª Tese Piedade ou amor Imperfeitos da parte daquele qtie se acha às portas da morte necessariamente resultam em grande temor; logo, quanto menor o amor, tanto maior o temor.

15ª Tese Este temor e espanto em si tão só, sem falar de outras cousas, bastam para causar o tormento e o horror do purgatório, pois que se avizinham da angústia do desespero.

16ª Tese Inferno, purgatório e céu parecem ser tão diferentes quanto o são um do outro o desespero completo, incompleto ou quase desespero e certeza.

17ª Tese Parece que assim como no purgatório diminuem a angústia e o espanto das almas, nelas também deve crescer e aumentar o amor.

18ª Tese Bem assim parece não ter sido provado, nem por boas ações e nem pela Escritura, que as almas no purgatório se encontram fora da possibilidade do mérito ou do crescimento no amor.

19ª Tese Ainda parece não ter sido provado que todas as almas do purgatório tenham certeza de sua salvação e não receiem por ela, não obstante nós termos absoluta certeza disto.

20ª Tese Por isso o papa não quer dizer e nem compreende com as palavras “perdão plenário de todas as penas” que todo o tormento é perdoado, mas as penas por ele impostas.

21ª Tese Eis porque erram os apregoadores de indulgências ao afirmarem ser o homem perdoado de todas as penas e salvo mediante a indulgência do papa.

22ª Tese Pensa com efeito, o papa nenhuma pena dispensa às almas no purgatório das que segundo os cânones da Igreja deviam ter expiado e pago na presente vida.

23ª Tese Verdade é que se houver qualquer perdão plenário das penas, este apenas será dado aos mais perfeitos, que são muito poucos.

24ª Tese Assim sendo, a maioria do povo é ludibriada com as pomposas promessas do indistinto perdão, impressionando-se o homem singelo com as penas pagas.

25ª Tese Exatamente o mesmo poder geral, que o papa tem sobre o purgatório, qualquer bispo e cura d’almas o tem no seu bispado e na sua paróquia, quer de modo especial e quer para com os seus em particular.

26ª Tese O papa faz muito bem em não conceder às almas o perdão em virtude do poder das chaves (ao qual não possui), mas pela ajuda ou em forma de intercessão.

27ª Tese Pregam futilidades humanas quantos alegam que no momento em que a moeda soa ao cair na caixa a alma se vai do purgatório.

28ª Tese Certo é que no momento em que a moeda soa na caixa vêm o lucro e o amor ao dinheiro cresce e aumenta; a ajuda, porém, ou a intercessão da Igreja tão só correspondem à vontade e ao agrado de Deus.

29ª Tese E quem sabe, se todas as almas do purgatório querem ser libertadas, quando há quem diga o que sucedeu com Santo Severino e Pascoal.

30ª Tese Ninguém tem certeza da suficiência do seu arrependimento e pesar verdadeiros; muito menos certeza pode ter de haver alcançado pleno perdão dos seus pecados.

31ª Tese Tão raro como existe alguém que possui arrependimento e, pesar verdadeiros, tão raro também é aquele que verdadeiramente alcança indulgência, sendo bem poucos os que se encontram.

32ª Tese Irão para o diabo juntamente com os seus mestres aqueles que julgam obter certeza de sua salvação mediante breves de indulgência.

33ª Tese Há que acautelasse muito e ter cuidado daqueles que dizem: A indulgência do papa é a mais sublime e mais preciosa graça ou dadiva de Deus, pela qual o homem é reconciliado com Deus.

34ª Tese Tanto assim que a graça da indulgência apenas se refere à pena satisfatória estipulada por homens.

35ª Tese Ensinam de maneira ímpia quantos alegam que aqueles que querem livrar almas do purgatório ou adquirir breves de confissão não necessitam de arrependimento e pesar.

36ª Tese Todo e qualquer cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados, sente pesar por ter pecado, tem pleno perdão da pena e da dívida, perdão esse que lhe pertence mesmo sem breve de indulgência.

37ª Tese Todo e qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, é participante de todos os bens de Cristo e da Igreja, dádiva de Deus, mesmo sem breve de indulgência.

38ª Tese Entretanto se não deve desprezar o perdão e a distribuição por parte do papa. Pois, conforme declarei, o seu perdão constitui uma declaração do perdão divino.

39ª Tese É extremamente difícil, mesmo para os mais doutos teólogos, exaltar diante do povo ao mesmo tempo a grande riqueza da indulgência e ao contrário o verdadeiro arrependimento e pesar.

40ª Tese O verdadeiro arrependimento e pesar buscam e amam o castigo: mas a profusão da indulgência livra das penas e faz com que se as aborreça, pelo menos quando há oportunidade para isso.

41ª Tese É necessário pregar cautelosamente sobre a indulgência papal para que o homem singelo não julgue erroneamente ser a indulgência preferível às demais obras de caridade ou melhor do que elas.

42ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos, não ser pensamento e opinião do papa que a aquisição de indulgência de alguma maneira possa ser comparada com qualquer obra de caridade.

43ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos proceder melhor quem dá aos pobres ou empresta aos necessitados do que os que compram indulgências.

44ª Tese Ê que pela obra de caridade cresce o amor ao próximo e o homem torna-se mais piedoso; pelas indulgências, porém, não se torna melhor senão mais seguro e livre da pena.

45ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que aquele que vê seu próximo padecer necessidade e a despeito disto gasta dinheiro com indulgências, não adquire indulgências do papa. mas provoca a ira de Deus.

46ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem fartura , fiquem com o necessário para a casa e de maneira nenhuma o esbanjem com indulgências.

47ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos, ser a compra de indulgências livre e não ordenada

48ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa precisa conceder mais indulgências, mais necessita de uma oração fervorosa do que de dinheiro.

49ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos, serem muito boas as indulgências do papa enquanto o homem não confiar nelas; mas muito prejudiciais quando, em conseqüência delas, se perde o temor de Deus.

50ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa tivesse conhecimento da traficância dos apregoadores de indulgências, preferiria ver a catedral de São Pedro ser reduzida a cinzas a ser edificada com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.

51ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que o papa, por dever seu, preferiria distribuir o seu dinheiro aos que em geral são despojados do dinheiro pelos apregoadores de indulgências, vendendo, se necessário fosse, a própria catedral de São Pedro.

52º Tese Comete-se injustiça contra a Palavra de Deus quando, no mesmo sermão, se consagra tanto ou mais tempo à indulgência do que à pregação da Palavra do Senhor.

53ª Tese São inimigos de Cristo e do papa quantos por causa da prédica de indulgências proíbem a Palavra de Deus nas demais igrejas.

54ª Tese Esperar ser salvo mediante breves de indulgência é vaidade e mentira, mesmo se o comissário de indulgências, mesmo se o próprio papa oferecesse sua alma como garantia.

55ª Tese A intenção do papa não pode ser outra do que celebrar a indulgência, que é a causa menor, com um sino, uma pompa e uma cerimônia, enquanto o Evangelho, que é o essencial, importa ser anunciado mediante cem sinos, centenas de pompas e solenidades.

56ª Tese Os tesouros da Igreja, dos quais o papa tira e distribui as indulgências, não são bastante mencionados e nem suficientemente conhecido na Igreja de Cristo.

57ª Tese Que não são bens temporais, é evidente, porquanto muitos pregadores a estes não distribuem com facilidade, antes os ajuntam.

58ª Tese Tão pouco são os merecimentos de Cristo e dos santos, porquanto estes sempre são eficientes e, independentemente do papa, operam salvação do homem interior e a cruz, a morte e o inferno para o homem exterior.

59ª Tese São Lourenço aos pobres chamava tesouros da Igreja, mas no sentido em que a palavra era usada na sua época.

60ª Tese Afirmamos com boa razão, sem temeridade ou leviandade, que estes tesouros são as chaves da Igreja, a ela dado pelo merecimento de Cristo.

61ª Tese Evidente é que para o perdão de penas e para a absolvição em determinados casos o poder do papa por si só basta.

62ª Tese O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.

63ª Tese Este tesouro, porém, é muito desprezado e odiado, porquanto faz com que os primeiros sejam os últimos.

64ª Tese Enquanto isso o tesouro das indulgências é sabiamente o mais apreciado, porquanto faz com que os últimos sejam os primeiros.

65ª Tese Por essa razão os tesouros evangélicos outrora foram as redes com que se apanhavam os ricos e abastados.

66ª Tese Os tesouros das indulgências, porém, são as redes com que hoje se apanham as riquezas dos homens.

67ª Tese As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como a mais sublime graça decerto assim são consideradas porque lhes trazem grandes proventos.

68ª Tese Nem por isso semelhante indigência não deixa de ser a mais Intima graça comparada com a graça de Deus e a piedade da cruz.

69ª Tese Os bispos e os sacerdotes são obrigados a receber os comissários das indulgências apostólicas com toda a reverência

70ª Tese Entretanto têm muito maior dever de conservar abertos olhos e ouvidos, para que estes comissários, em vez de cumprirem as ordens recebidas do papa, não preguem os seus próprios sonhos.

71ª Tese Aquele, porém, que se insurgir contra as palavras insolentes e arrogantes dos apregoadores de indulgências, seja abençoado.

72ª Tese Quem levanta a sua voz contra a verdade das indulgências papais é excomungado e maldito.

73ª Tese Da mesma maneira em que o papa usa de justiça ao fulminar com a excomunhão aos que em prejuízo do comércio de indulgências procedem astuciosamente.

74ª Tese Muito mais deseja atingir com o desfavor e a excomunhão àqueles que, sob o pretexto de indulgência, prejudiquem a santa caridade e a verdade pela sua maneira de agir.

75ª Tese Considerar as indulgências do papa tão poderosas, a ponto de poderem absolver alguém dos pecados, mesmo que (cousa impossível) tivesse deshonrado a mãe de Deus, significa ser demente.

76ª Tese Bem ao contrario, afirmamos que a indulgência do papa nem mesmo o menor pecado venial pode anular o que diz respeito à culpa que constitui.

77ª Tese Dizer que mesmo São Pedro, se agora fosse papa, não poderia dispensar maior indulgência, significa blasfemar S. Pedro e o papa.

78ª Tese Em contrario dizemos que o atual papa, e todos os que o sucederam, é detentor de muito maior indulgência, isto é, o Evangelho. as virtudes o dom de curar, etc., de acordo com o que diz 1Coríntios 12.

79ª Tese Afirmar ter a cruz de indulgências adornada com as armas do papa e colocada na igreja tanto valor como a própria cruz de Cristo, é blasfêmia.

80ª Tese Os bispos, padres e teólogos que consentem em semelhante linguagem diante do povo, terão de prestar contas deste procedimento.

81ª Tese Semelhante pregação, a enaltecer atrevida e insolentemente a Indulgência, faz com que mesmo a homens doutos é difícil proteger a devida reverência ao papa contra a maledicência e as fortes objeções dos leigos.

82ª Tese Eis um exemplo: Por que o papa não tira duma só vez todas as almas do purgatório, movido por santíssima' caridade e em face da mais premente necessidade das almas, que seria justíssirno motivo para tanto, quando em troca de vil dinheiro para a construção da catedral de S. Pedro, livra um sem número de almas, logo por motivo bastante Insignificante?

83ª Tese Outrossim: Por que continuam as exéquias e missas de ano em sufrágio das almas dos defuntos e não se devolve o dinheiro recebido para o mesmo fim ou não se permite os doadores busquem de novo os benefícios ou pretendas oferecidos em favor dos mortos, visto' ser Injusto continuar a rezar pelos já resgatados?

84ª Tese Ainda: Que nova piedade de Deus e dó papa é esta, que permite a um ímpio e inimigo resgatar uma alma piedosa e agradável a Deus por amor ao dinheiro e não resgatar esta mesma alma piedosa e querida de sua grande necessidade por livre amor e sem paga?

85ª Tese Ainda: Por que os cânones de penitencia, que, de fato, faz muito caducaram e morreram pelo desuso, tornam a ser resgatados mediante dinheiro em forma de indulgência como se continuassem bem vivos e em vigor?

86ª Tese Ainda: Por que o papa, cuja fortuna hoje é mais principesca do que a de qualquer Credo, não prefere edificar a catedral de S. Pedro de seu próprio bolso em vez de o fazer com o dinheiro de fiéis pobres?

87ª Tese Ainda: Quê ou que parte concede o papa do dinheiro proveniente de indulgências aos que pela penitência completa assiste o direito à indulgência plenária?

88ª Tese Afinal: Que maior bem poderia receber a Igreja, se o papa, como Já O faz, cem vezes ao dia, concedesse a cada fiel semelhante dispensa e participação da indulgência a título gratuito.

89ª Tese Visto o papa visar mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que revoga os breves de indulgência outrora por ele concedidos, aos quais atribuía as mesmas virtudes?

90ª Tese Refutar estes argumentos sagazes dos leigos pelo uso da força e não mediante argumentos da lógica, significa entregar a Igreja e o papa a zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos.

91ª Tese Se a Indulgência fosse apregoada segundo o espírito e sentido do papa, aqueles receios seriam facilmente desfeitos, nem mesmo teriam surgido.

92ª Tese Fora, pois, com todos estes profetas que dizem ao povo de Cristo: Paz! Paz! e não há Paz.

93ª Tese Abençoados sejam, porém, todos os profetas que dizem à grei de Cristo: Cruz! Cruz! e não há cruz.

94ª Tese Admoestem-se os cristãos a que se empenhem em seguir sua Cabeça Cristo através do padecimento, morte e inferno.

95ª Tese E assim esperem mais entrar no Reino dos céus através de muitas tribulações do que facilitados diante de consolações infundadas. 

Credos

Credos39 Art. ReligiãoTeses de Lutero50 Lições

Credo Apostólico


Creio em Deus Pai Todo-poderoso, Criador do céu e da terra;

E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo, nasceu da virgem Maria, padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades, ressuscitou ao terceiro dia, subiu ao céu e está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos.

Creio no Espírito Santo, na santa igreja católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição do corpo, na vida eterna. Amém.



Credo Niceno


Creio em um só Deus, Pai Onipotente, criador do céu e da terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis.

Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todos os séculos; Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus; gerado, não feito; consubstancial com o Pai, por quem todas as coisas foram feitas; que por nós e para nossa salvação desceu dos céus e encarnou, por obra do Espírito Santo, da virgem Maria, e se fez homem.

Foi também crucificado sob o poder de Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e subiu aos céus, e está sentado à direita do Pai; e virá outra vez com glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu reino não terá fim.

Creio no Espírito Santo, Senhor Doador da vida, procedente do Pai e do Filho; que, com o Pai e o Filho, é juntamente adorado e glorificado; o qual falou pelos profetas.

E creio na igreja una, santa, católica e apostólica. Reconheço um só batismo para remissão dos pecados e espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo vindouro. Amém.
 

39 Artigos de Religião

Credos39 Art. ReligiãoTeses de Lutero50 Lições




ARTIGO I - DA FÉ NA SANTÍSSIMA TRINDADE 



Há um único Deus, vivo e verdadeiro, eterno, sem corpo, sem partes nem paixões, de infinito poder, sabedoria e bondade; Criador e Conservador de todas as coisas visíveis e invisíveis. E na unidade desta Divindade há três Pessoas, da mesma substância, poder e eternidade: o Pai, o Filho, e o Espírito Santo. 


ARTIGO II - DO VERBO OU FILHO DE DEUS, QUE SE FEZ VERDADEIRO HOMEM 


O Filho, que é o Verbo do Pai, gerado ab æterno do Pai, verdadeiro e sempiterno Deus, e consubstancial com o Pai, tomou a natureza humana no ventre da bendita Virgem e da sua substância; de sorte que as duas inteiras e perfeitas Naturezas, isto é, divina e humana, se reuniram em uma Pessoa, para nunca mais se separarem, das quais resultou Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem; que verdadeiramente padeceu, foi crucificado, morto e sepultado, para reconciliar seu Pai conosco, e ser vítima não só pela culpa original, mas também pelos atuais pecados dos homens. 


ARTIGO III - DA DESCIDA DE CRISTO AO HADES 


Assim como Cristo morreu por nós, e foi sepultado; assim também deve ser crido que desceu ao Hades. 


ARTIGO IV - DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO 


Cristo verdadeiramente ressurgiu dos mortos e tomou de novo o seu corpo, com carne, ossos e tudo o mais pertencente à perfeição da natureza humana; com o que subiu ao Céu, e lá está assentado, até que volte a julgar todos os homens, no derradeiro dia. 


ARTIGO V - DO ESPÍRITO SANTO 


O Espírito Santo, procedente do Pai e do Filho, é da mesma substância, majestade e glória que o Pai e o Filho, verdadeiro e eterno Deus. 


ARTIGO VI - DA SUFICIÊNCIA DAS ESCRITURAS SAGRADAS PARA A SALVAÇÃO 


A Escritura Sagrada contém todas as coisas necessárias para a salvação; de modo que tudo o que nela não se lê, nem por ela se pode provar, não deve ser exigido de pessoa alguma seja crido como artigo de fé ou julgado como requerido ou necessário para a salvação. Pelo nome de Escritura Sagrada entendemos os Livros canônicos do Velho e do Novo Testamentos, de cuja autoridade jamais houve qualquer dúvida na Igreja .

Dos nomes e número dos livros canônicos

Gênesis - Êxodo - Levítico - Números - Deuteronômio - Josué - Juízes - Rute - I Samuel - II Samuel - I Reis - II Reis - I Crônicas - II Crônicas - Esdras - Neemias - Ester - Jó - Salmos - Provérbios - Eclesiastes ou Pregador - Cântico dos Cânticos - Isaías - Jeremias - Lamentações de Jeremias - Ezequiel - Daniel - Oséias - Joel - Amós - Obadias - Jonas - Miquéias - Naum - Habacuque - Sofonias - Ageu - Zacarias - Malaquias.

E os outros Livros (como diz Jerônimo) a Igreja os lê para exemplo de vida e instrução de costumes; mas não os aplica para estabelecer doutrina alguma; tais são os seguintes:
III Esdras - IV Esdras - Tobias - Judite - O restante dos livros de Ester - Sabedoria - Jesus, filho de Siraque - Baruque - O Cântico dos Três Mancebos - A história de Suzana - De Bel e o dragão - Oração de Manassés - I Macabeus - II Macabeus.

Recebemos e contamos por canônicos todos os 27 Livros do Novo Testamento, como são comumente recebidos. 



ARTIGO VII - DO VELHO TESTAMENTO 


O Velho Testamento não é contrário ao Novo; porquanto em ambos, tanto o Velho como o Novo, se oferece a vida eterna ao gênero humano, por Cristo, que é o único mediador entre Deus e o homem sendo ele mesmo Deus e homem. Portanto não devem ser ouvidos os que pretendem que os antigos pais só esperaram promessas transitórias. Ainda que a Lei de Deus, dada por meio de Moisés, no que respeita a cerimônia e ritos, não obrigue os cristãos, nem devem ser recebidos necessariamente os seus preceitos civis em nenhuma comunidade; todavia, não há cristão algum que esteja isento, da obediência aos mandamentos que se chamam morais.


ARTIGO VIII - DOS CREDOS 


O Credo Niceno e o que ordinariamente se chama Símbolo dos Apóstolos devem ser inteiramente recebidos e cridos; porque se podem provar com autoridade muito certa da Escritura Sagrada. 


ARTIGO IX - DO PECADO ORIGINAL 


O pecado original não consiste na imitação de Adão (como vãmente pregado pelos pelagianos); é, porém, a falta e corrupção da natureza de todo o homem gerado naturalmente da semente de Adão; pelas quais o homem dista muitíssimo da retidão original e é de sua própria natureza inclinado ao mal, de sorte que toda a carne sempre cobiça contra o espírito; e, por isso, toda pessoa que nasce neste mundo merece a ira e condenação de Deus. E esta infecção da natureza ainda permanece também nos que são regenerados, pela qual o apetite carnal chamado em grego phrônema sarkós (que uns interpretam sabedoria, outros sensualidade, outros afeição e outros desejo carnal), não sujeito à Lei de Deus e apesar de que não há condenação para os que crêem e são batizados, contudo o apóstolo confessa que a concupiscência e a luxúria têm em si mesmas a natureza do pecado. 


ARTIGO X - DO LIVRE ARBÍTRIO 


A condição do homem depois da queda de Adão é tal que ele não pode converter-se e preparar-se a si mesmo por sua própria força natural e boas obras, para a fé e invocação a Deus. Portanto não temos o poder de fazer boas agradáveis e aceitáveis a Deus, sem que a graça de Deus por Cristo nos previna, para que tenhamos boa vontade, e coopere conosco enquanto temos essa boa vontade. 


ARTIGO XI - DA JUSTIFICAÇÃO DO HOMEM 


Somos reputados justos perante Deus, somente pelo mérito do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo pela Fé, e não por nossos próprios merecimentos e obras. Portanto, é doutrina mui saudável e cheia de consolação a de que somos justificados somente pela fé, como se expõe mais amplamente na Homilia da Justificação. 


ARTIGO XII - DAS BOAS OBRAS 


Ainda que as boas obras, que são os frutos da fé, e seguem a justificação, não possam expiar os nosso pecados, nem suportar a severidade do juízo de Deus; são, todavia, agradáveis e aceitáveis a Deus em Cristo, e brotam necessariamente duma verdadeira e viva fé; tanto que por elas se pode conhecer tão evidentemente uma fé viva como uma árvore se julga pelo fruto. 


ARTIGO XIII - DAS OBRAS ANTES DA JUSTIFICAÇÃO 


As obras feitas antes da graça de Cristo, e da inspiração do seu Espírito, não são agradáveis a Deus, porquanto não procedem da fé em Jesus Cristo; nem fazem os homens dignos de receber a graça, nem (como dizem os autores escolásticos) merecem a graça de congruidade; muito pelo contrário, visto que elas não são feitas como Deus quis e ordenou que fossem feitas, não duvidamos terem elas a natureza do pecado. 


ARTIGO XIV - DAS OBRAS DE SUPERERROGAÇÃO 


As obras voluntárias, que excedem os mandamentos de Deus, e que se chamam obras de supererrogação, não se pode ensinar sem arrogância e impiedade; porque por elas declaram os homens que não só rendem a Deus tudo a que são obrigados, mas também a favor dele fazem mais do que, como rigoroso dever, lhes é requerido; ainda que Cristo claramente disse: Quando tiveres feito tudo o que vos está ordenado dizei: Somos servos inúteis. 


ARTIGO XV - DE CRISTO ÚNICO SEM PECADO 


Cristo, na verdade de nossa natureza foi feito semelhante a nós em todas as coisas exceto no pecado, do qual foi totalmente isento, tanto na sua carne como no seu espírito. Ele veio para ser o Cordeiro imaculado, que, pelo sacrifício de si mesmo uma vez oferecido tirasse os pecados do mundo; e o pecado (como diz S. João) não estava nele. Porém nós, os demais homens, posto que batizados, e nascidos de novo em Cristo, ainda pecamos em muitas coisas; e se dissermos que não temos pecado, a nós mesmos nos enganamos, e não há verdade em nós. 


ARTIGO XVI - DO PECADO DEPOIS DO BATISMO 


Nem todo pecado mortal voluntariamente cometido depois do Batismo é pecado contra o Espírito Santo, e irremissível. Pelo que não se deva negar a graça do arrependimento aos que tiverem caído em pecado depois do batismo. Depois de termos recebido o Espírito Santo, podemos apartar-nos da graça concedida, e cair em pecado, e pela graça de Deus levantar-nos de novo e emendar nossas vidas. Devem, portanto, ser condenados os que dizem que já não podem pecar mais, enquanto aqui vivem, ou os que negam a oportunidade de perdão às pessoas verdadeiramente arrependidas. 


ARTIGO XVII - PREDESTINAÇÃO E ELEIÇÃO 

A predestinação para a vida é o eterno propósito de Deus, pelo qual (antes de lançados os fundamentos do mundo) tem constantemente decretado por seu conselho, a nós oculto, livrar da maldição e condenação os que elegeu em Cristo dentre o gênero humano, e conduzi-los por Cristo à salvação eterna, como vasos feitos para a honra. Por isso os que se acham dotados de um tão excelente benefício de Deus, são chamados segundo o propósito de Deus, por seu Espírito operando em tempo devido; pela graça obedecem à vocação; são justificados gratuitamente; são feitos filhos de Deus por adoção; são criados conforme a imagem de seu Unigênito Filho Jesus Cristo; vivem religiosamente em boas obras, e enfim chegam, pela misericórdia de Deus, à felicidade eterna.

Assim como a pia consideração da predestinação, e da nossa eleição em Cristo, é cheia de um doce, suave, e inexplicável conforto para as pessoas devotas, e os que sentem em si mesmos a operação do Espírito de Cristo, mortificando as obras da carne, e seus membros terrenos, e levantando o seu pensamento às coisas altas e celestiais, não só porque muito estabelece e confirma a sua fé na salvação eterna que hão de gozar por meio de Cristo, mas porque veemente acende o seu amor para com Deus; assim para as pessoas curiosas e carnais, destituídas do Espírito de Cristo, o ter de contínuo diante dos seus olhos a sentença da Predestinação de Deus, é um princípio muitíssimo perigoso, por onde o Diabo as arrasta ao desespero, ou a que vivam numa segurança de vida impuríssima, não menos perigosa que a desesperação.

Além disso, devemos receber as promessas de Deus de modo que nos são geralmente propostas nas Escrituras Sagradas; e seguir em nossas obras a vontade de Deus, que nos é expressamente declarada na Sua Palavra. 



ARTIGO XVIII - DE OBTER A SALVAÇÃO ETERNA UNICAMENTE PELO NOME DE CRISTO 


Devem ser também tidos por amaldiçoados os que se atrevem a dizer que todo o homem será salvo pela lei ou seita que professa, contanto que seja cuidadoso em modelar sua vida segundo essa lei e o lume da natureza. Porque a Escritura Santa somente nos propõe o nome de Jesus Cristo, como único meio pelo qual os homens se hão de salvar. 


ARTIGO XIX - DA IGREJA 


A Igreja visível de Cristo é uma congregação de fiéis, na qual é pregada a pura Palavra de Deus, e são devidamente administrados os sacramentos conforme à Instituição de Cristo em todas as coisas que necessariamente se requerem neles.
Assim como a Igreja de Jerusalém, de Alexandria, e de Antioquia erraram; assim também a Igreja de Roma errou, não só quanto às suas práticas, ritos e cerimônias, mas também em matéria de fé.



ARTIGO XX - DA AUTORIDADE DA IGREJA 


A Igreja tem poder de decretar ritos ou cerimônias, e autoridade nas controvérsias da fé, todavia não é lícito à Igreja ordenar coisa alguma contrária à Palavra de Deus escrita, nem expor um lugar da Escritura de modo que repugne a outro. Portanto, se bem que a Igreja seja testemunha e guarda da Escritura Sagrada, todavia, assim como não é lícito decretar coisa alguma contra ela, também não se deve obrigar a que seja acreditada coisa alguma, que nela não se encontra, como necessária para a salvação. 


ARTIGO XXI - DA AUTORIDADE DOS CONCÍLIOS GERAIS 


[O vigésimo primeiro artigo dos precedentes é omitido porque é, em parte, dum caráter local e civil, e é provido, no tocante às restantes partes dele, em outros artigos]. 


ARTIGO XXII - DO PURGATÓRIO 


A doutrina romana relativa ao purgatório, indulgências, veneração e adoração tanto de imagens como de relíquias, e também à invocação dos santos, é uma coisa fútil e vãmente inventada, que não se funda em testemunho algum da Escritura, mas ao contrário repugna à Palavra de Deus. 


ARTIGO XXIII - DA MINISTRAÇÃO NA IGREJA


A ninguém é lícito tomar sobre si o cargo de pregar publicamente, ou administrar os sacramentos na congregação, antes que seja legalmente chamado, e enviado a executá-lo. E devemos julgar por legalmente chamados e enviados aqueles que tiverem sido escolhidos e chamados para esta obra pelos homens revestidos publicamente de autoridade, dada à eles na congregação, para chamar e enviar ministros à vinha do Senhor. 


ARTIGO XXIV - DA LÍNGUA VERNÁCULA DO CULTO 


Repugna evidentemente a Palavra de Deus, e ao uso da Igreja primitiva dizer orações públicas na Igreja, ou administrar os sacramentos em língua que o povo não entende. 


ARTIGO XXV - DOS SACRAMENTOS 


Os sacramentos instituídos por Cristo não são unicamente designações ou indícios da profissão dos cristãos, mas antes testemunhos certos e firmes, e sinais eficazes da graça, e da boa vontade de Deus para conosco pelos quais ele opera invisivelmente em nós, e não só vivifica, mas também fortalece e confirma a nossa fé nele.

São dois os sacramentos instituídos por Cristo nosso Senhor no Evangelho, isto é, o batismo e a ceia do Senhor.

Os cinco vulgarmente chamados sacramentos, isto é, confirmação, penitência, ordens, matrimônio, e extrema unção, não devem ser contados como sacramentos do Evangelho, tendo em parte emanado duma viciosa imitação dos apóstolos, e sendo em parte estados de vida aprovados nas Escrituras; não têm, contudo, a mesma natureza de sacramentos peculiar ao batismo e à ceia do Senhor, porque não tem sinal algum visível ou cerimônia instituída por Deus.

Os sacramentos não foram instituídos por Cristo para servirem de espetáculo, ou serem levados em procissão, mas sim para devidamente os utilizarmos. E só nas pessoas que dignamente os recebem é que produzem um saudável efeito ou operação; mas os que indignamente os recebem adquirem para si mesmos a condenação, como diz São Paulo. 



ARTIGO XXVI - DA INDIGNIDADE DOS MINISTROS, A QUAL NÃO IMPEDE O EFEITO DOS SACRAMENTOS 


Ainda que na Igreja visível os maus sempre estejam misturados com os bons, e às vezes os maus tenham a principal autoridade na Administração da Palavra e dos Sacramentos; todavia, como não o fazem em seu próprio nome, mas no de Cristo, e em comissão e por autoridade dele administram, podemos usar do seu Ministério, tanto em ouvir a Palavra de Deus, como em receber os Sacramentos.

Nem o efeito da ordenança de Cristo é tirado pela sua iniqüidade, mas a graça dos dons de Deus diminui para as pessoas que com fé e devidamente recebem os sacramentos que se lhe administram; os quais são eficazes por causa da instituição e promessa de Cristo, apesar de serem administrados por homens maus.

Não obstante, à disciplina da Igreja pertence que se inquira acerca dos ministros maus, e que sejam estes acusados por quem tenha conhecimento de seus crimes; e sendo, enfim, reconhecidos culpados, sejam depostos mediante justa sentença. 



ARTIGO XXVII - DO BATISMO 


O batismo não só é um sinal de profissão e marca de diferença, com que se distinguem os cristãos dos que o não são, mas também um sinal de regeneração ou novo nascimento, pelo qual, como por instrumento, os que recebem o batismo devidamente, são enxertados na Igreja; as promessas da remissão dos pecados, e da nossa adoção como filhos de Deus pelo Espírito Santo, são visivelmente marcadas e seladas, a fé é confirmada, e a graça aumentada por virtude da oração de Deus.

O batismo das crianças deve conservar-se de qualquer modo na Igreja como sumamente conforme à instituição de Cristo. 



ARTIGO XXVIII - DA CEIA DO SENHOR 


A ceia do Senhor não só é um sinal de mútuo amor que os cristãos devem ter uns para com os outros; mas antes é um sacramento da nossa redenção pela morte de Cristo, de sorte que para os que devida e dignamente, e com fé o recebem, o pão que partimos é uma participação do Corpo de Cristo; e de igual modo o cálice de bênção é uma participação do Sangue de Cristo.

A transubstanciação (ou mudança da substância do pão e do vinho) na ceia do Senhor, não se pode provar pela Escritura Sagrada; mas antes repugna às palavras terminantes da Escritura, subverte a natureza do sacramento, e tem dado ocasião a muitas superstições. O Corpo de Cristo é dado, tomado, e comido na ceia, somente dum modo celeste e espiritual. E o meio pelo qual o Corpo de Cristo é recebido e comido na ceia é a fé.

O sacramento da ceia do Senhor não foi pela ordenança de Cristo reservado, nem levado em procissão, nem elevado, nem adorado. 



ARTIGO XXIX - DOS ÍMPIOS, QUE NÃO COMEM O CORPO DE CRISTO NA CEIA DO SENHOR


Os ímpios, e os destituídos da fé viva, ainda que carnal e visivelmente comprimam com os dentes (como diz santo Agostinho) o sacramento do Corpo e Sangue de Cristo; nem por isso são de maneira alguma participantes de Cristo: mas antes, para sua condenação, comem e bebem o sinal ou sacramento de uma coisa tão importante. 


ARTIGO XXX - DE AMBAS AS ESPÉCIES 


O cálice do Senhor não se deve negar aos leigos; porque ambas as partes do sacramento do Senhor, por instituição e ordem de Cristo, devem ser administradas a todos os cristãos igualmente.


ARTIGO XXXI - DA ÚNICA OBLAÇÃO DE CRISTO CONSUMADA NA CRUZ 


A oblação de Cristo uma só vez consumada é a perfeita redenção, propiciação, e satisfação por todos os pecados, tanto originais como atuais, do mundo inteiro; e não há nenhuma outra satisfação pelos pecados, senão esta unicamente. Portanto os sacrifícios das missas, nos quais vulgarmente se dizia que o sacerdote oferecia Cristo para a remissão da pena ou culpa, pelos vivos ou mortos, são fábulas blasfemas e enganos perigosos. 


ARTIGO XXXII - DO CASAMENTO DE SACERDOTES 


Os bispos, presbíteros e diáconos não são obrigados, por preceito algum da lei de Deus, a votar-se ao estado celibatário, ou abster-se do matrimônio; portanto é-lhes lícito, como aos demais cristãos, casar como entenderem, se julgarem que isso lhes é mais útil à piedade. 


ARTIGO XXXIII - COMO DEVEMOS EVITAR AS PESSOAS EXCOMUNGADAS 


Aquele que por denúncia pública da Igreja for justamente separado da unidade da Igreja, e suspenso da comunhão, deve ser tido por pagão e publicano por todos os fiéis, até que seja mediante penitência recebido nas Igreja por um juiz que tenha autoridade para isso. 


ARTIGO XXXIV - DAS TRADIÇÕES DA IGREJA 


Não é necessário que as tradições e cerimônias sejam em toda parte as mesmas, ou totalmente semelhantes; porque em todos os tempos têm sido diversas, e podem ser alteradas segundo as diversidades dos países, tempo e costumes dos homens, contanto que nada se estabeleça contrário à Palavra de Deus. Todo aquele que por seu particular juízo, com ânimo voluntário e deliberado, quebrar manifestamente as tradições e cerimônias da Igreja, que não são contrárias à Palavra de Deus, e se acham estabelecidas e aprovadas pela autoridade comum, (para que outros temam fazer o mesmo), deve ser publicamente repreendido, como quem ofende a ordem comum da Igreja, fere a autoridade do magistrado, e vulnera as consciência dos irmãos débeis.
Toda a Igreja particular ou nacional tem autoridade, para ordenar, mudar e abolir as cerimônias ou ritos da Igreja, instituídos unicamente pela autoridade humana, contanto que tudo se faça para edificação. 



ARTIGO XXXV - DAS HOMILIAS 


O Segundo livro das Homilias, cujos títulos reunimos abaixo deste artigo, contém doutrina pia, saudável e necessária para estes tempos, como também o primeiro livro das Homilias, publicado ao tempo de Eduardo VI; e portanto julgamos que devem ser lidas pelos ministros, diligente e distintamente nas igrejas, para que sejam entendidas pelo povo.

Dos nomes das homilias

1. Do uso correto da Igreja
2. Contra o perigo da idolatria
3. Do reparo e asseio das Igrejas
4. Das boas obras: principalmente jejum
5. Contra a glutonaria e embriaguez
6. Contra o luxo do vestuário
7. Da oração
8. Do lugar e Templo da Oração
9. De como Orações e Sacramentos se devem ministrar em língua conhecida
10. Da reverente estima à Palavra de Deus
11. Das esmolas
12. Da natividade de Cristo
13. Da Paixão de Cristo
14. Da ressurreição de Cristo
15. Da digna recepção do Sacramento do Corpo de Cristo
16. Dos dons do Espírito Santo
17. Para os dias de Rogações
18. Do estado do matrimônio
19. Do arrependimento
20. Contra a ociosidade
21. Contra a rebelião 



[Este Artigo é recebido nesta Igreja enquanto declara que os livros das Homilias são explicações da doutrina cristã, e se destinam à instrução na piedade e moralidade. As referências à constituição e leis da Inglaterra são, porém, consideradas implacáveis às circunstâncias desta Igreja pelo que está suspensa também a ordem para leitura das referidas Homilias nas Igrejas, até que se proceda à revisão que se impõe, para livrá-las tanto de palavras obsoletas como das referências de natureza local]. 


ARTIGO XXXVI - DA SAGRAÇÃO DE BISPOS E MINISTROS 


O livro da sagração de Bispos, e ordenação de Presbíteros e Diáconos, estabelecido pela Convenção Geral desta Igreja em 1792 contém tudo quanto é necessário para a referida sagração e ordenação; nem há nele coisa alguma que seja por si mesma supersticiosa e ímpia. E, por conseqüência, todos aqueles que são sagrados ou ordenados segundo a referida fórmula, decretamos que todos eles são reta, canônica e legalmente ordenados. 


ARTIGO XXXVII - DO PODER DOS MAGISTRADOS CIVIS 


O poder do magistrado civil estende-se a todos os homens, tanto clérigo como leigos, em todas as coisas temporais; porém não tem autoridade alguma em coisa puramente espirituais. E temos por dever de todos os homens que professam o Evangelho o renderem obediência respeitosa à autoridade civil, que é regular e legitimamente constituída. 


ARTIGO XXXVIII - DE QUE NÃO SÃO COMUNS OS BENS ENTRE CRISTÃOS 


As riquezas e bens dos cristãos não são comuns quanto ao direito, título e posse, como falsamente apregoam certos anabatistas. Todos, no entanto, das coisas que possuem devem dar liberalmente esmola aos pobres, segundo o seu poder. 


ARTIGO XXXIX - DO JURAMENTO DUM CRISTÃO 


Assim como confessamos que o juramento vão e temerário é proibido aos cristãos por nosso Senhor Jesus Cristo, e por Tiago, seu apóstolo, assim também julgamos que a religião cristã de nenhum modo proíbe que uma pessoa jure quando o magistrado o exige em causa de fé e caridade; contanto que isto se faça segundo a doutrina do profeta, em justiça, juízo e verdade.

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SVES - Seminário de Vida do Espírito Santo

POR QUE RENOVAÇÃO ESPIRITUAL NA IGREJA?
A resposta a esta questão é simples. Renovação na igreja é um processo que envolve ensino, inspiração, exortação, dons espirituais, encorajamento e ministério, através do qual a congregação vem a ser o que Deus quer que ela seja, e seus membros se tornam discípulos obedientes a Jesus Cristo. A palavra do apóstolo Paulo a este respeito é: "Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais de antemão preparou para que andássemos nelas." Paulo sabia, como qualquer pessoa que pensa sabe, que deus não é ingênuo e nem se engana. Ele não criou nada sem ter em mente um plano e provisões necessárias para ela. Isto significa que a Igreja ( Paróquia) que falhar em mover-se de acordo com a vontade de Deus e Seus planos irá, sem dúvidas, estar em oposição a Deus. "Quem não é por mim é contra mim, e quem comigo não ajunta, espalha."

A Paróquia que estiver em renovação será aquela em que seus líderes escutam o Espírito Santo, que ensinam e pregam pela revelação de Deus na Bíblia, e que estão atentos a maneira que Deus continua a se revelar no meio da vida paroquial. Isto confirma estas palavras: "Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais."

Resumindo este ponto: a Paróquia em processo de renovação que centralizar sua vida na pessoa de Jesus Cristo estará fundamentada na revelação de Deus como está na Bíblia, e concluirá que nada disso se realizará sem a interação do Espírito Santo em sua vida.

Tudo isto é sobrenatural. Significa que deus invade nossa vida natural com coisas sobrenaturais. Este é o porquê por duas vezes Jesus encheu os discípulos com o Espírito Santo antes de deixá-los levar Sua Palavra ao mundo. (João 20: 2 Atos 1: 4-8) "Sem mim nada podereis fazer." (João 15: 15).

Se uma Paróquia quer ser o que Deus quer para ela, então ela necessariamente tem que estar cheia do Espírito Santo de maneira sobrenatural, assim como os discípulos estavam. Ela tem que estar cheia do Espírito para conhecer a Jesus e fazer a sua obra. A Igreja murcha e seca, sem o envolvimento sobrenatural com Deus, do contrário a Igreja aflora quando ouve a voz de Deus, obedece a Ele e se apossa do que Ele promete para viver sua vida e realizar seu trabalho.

QUEM É O ESPÍRITO SANTO PARA NÓS
No início do capítulo 19 do livro de Atos há registro de um fato interessante e significativo.
Paulo chega a Éfeso e encontra nessa cidade um grupo de novos cristãos. Perguntando-lhes se haviam recebido o Espírito Santo quando abraçaram a fé. A resposta é surpreendente; "nem sequer ouvimos dizer que o Espírito Santo existe".

Talvez a mesma resposta possa ser dada por muitos cristãos hoje: "nem sabemos que Ele existe. ". No entanto, Cristo confiou-lhe Sua obra. Disse que Ele permaneceria conosco; que ele nos ensinaria toda a verdade; lembrar-nos-ia Suas palavras; seria nosso Consolador (João 14: 15-20 ).

O livro de Atos dos Apóstolos è chamado "O Evangelho do Espírito Santo" porque nos mostra de que são capazes aqueles que se entregam à Sua ação e se deixam guiar por Ele.

Para você quem é o Espírito Santo? Que lugar Ele ocupa em sua vida?
Às vezes constatamos que nossa vida cristã não é o que poderia ser não tem a qualidade que deveria Ter. As dificuldades nos abatem, as preocupações nos absorvem, a dúvida nos atormenta. Muitas vezes corremos o risco de desanimar na luta.

Sabe por que isso acontece? É porque nos esquecemos de que temos em nossa fonte de vida, o amigo, a força, o consolador. Para aqueles que se deixam guiar por Ele não há desânimo, não há derrota, não há medo, pois como dizia Paulo: "tudo posso naquele que me fortalece".

Deixe-o agir em você. Deixe que Ele lhe indique o caminho e Ele o conduzirá à fonte da vida e você encontrará a alegria, a paz, o fruto de Sua ação.
Ele existe! Depende de você deixar que esta realidade maravilhosa empolgue sua vida. Ele dará um novo sentido, uma nova plenitude ao seu dia-a-dia, apesar dos momentos difíceis. Ele conduzirá ao foco do amor e do poder.

O Seminário de Vida no Espírito Santo, visa ajudar os participantes a estabelecer, restabelecer e aprofundar um relacionamento pessoal com este maravilhoso Espírito santo de Deus.






Acólitos

MINISTÉRIO DE ACÓLITOS
ORIGEM DA PALAVRA

Acólito tem sua raiz na palavra grega "akolouthos" que significa "discípulo", "aluno", "acompanhante".
Acólito é aquele que serve junto ao Altar, representando a congregação, mas, quanto à origem da palavra, é "aquele que acompanha, assiste e ajuda". Em síntese, acólito é aquele que ajuda um Clérigo nos ofícios da Igreja.

SÍNTESE HISTÓRICA
A função de acólito é parte da uma tradição muito antiga na Igreja cristã. Cornélio, Bispo de Roma, menciona os "acólitos" numa carta escrita a Fábio de Antioquia (da Síria), no ano de 251 AD.
Aprendemos que há na igreja três Ordens de ministros: Bispos, Presbíteros e Diáconos. Este tríplice ministério existe desde os tempos apostólicos, mas no fim do século III apareceram as "Ordens Menores" que eram quatro: porteiros, leitores, exorcistas e acólitos. Como uma "Ordem Menor" os Acólitos tinham a função de auxiliar os Diáconos em seu trabalho.
Na carta do Bispo Cornélio é mencionada a existência de 42 acólitos no Clero da cidade de Roma. Cipriano, Bispo de Cartago (norte da África), também, cita os acólitos em suas cartas (de 200 a 258 AD). O 4º Concílio de Cartago (398 AD) aprovou instruções específicas com respeito à ordenação de acólitos.

ATUALIDADE
A função do Acólito, no entanto, tal como conhecemos hoje, surgiu por volta de 1950 e foi instituída na, então, Paróquia da Trindade, em Recife, hoje Catedral da Trindade em 1997. A atual coordenadora geral é: Eliane Campos.
Convém salientar que os costumes variam de Paróquia para Paróquia. São os "costumes locais" ou "usos paroquiais", uma vez que um Pároco pode ser mais solene, outro mais informal, um mais exigente e outro mais flexível.
Contudo, todos reconhecem a importância do acolitato na vida da Igreja. Servir junto ao altar de Deus é um privilégio e uma responsabilidade. O Acólito (que pode ser de ambos os sexos) deve orar de contínuo para que seja cada vez mais digno deste santo serviço.

FUNÇÕES BÁSICAS DOS ACÓLITOS
a) Recolher as ofertas;
b) Ajudar na distribuição dos elementos da Eucaristia;
c) Fazer as leituras bíblicas, se convidado pelo celebrante;
d) Aprender a preparar (e retirar) a Mesa do Senhor para a Eucaristia e estar sempre disponível para executar esta função.

PROCESSIONAL E RECESSIONAL
O Acólito precede os Ministros Comissionados, Diáconos, Presbíteros e/ou Bispos tanto na entrada como na saída do Templo.

PREPARAÇÃO PARA A EUCARISTIA
O Acólito, assim como todo o povo de Deus, deve aproximar-se da Mesa do Senhor confiante no perdão divino, arrependido e decidido a levar uma vida nova. Deve fazer um exame de consciência sério e pensar em tudo aquilo que fez e que não foi do agrado do Senhor Jesus (pensamentos e desejos indignos, hábitos errados, falta de compaixão, incapacidade de se posicionar em favor dos menos favorecidos, uso inadequado da língua, chegando a ferir a dignidade dos outros, etc).
Deve sempre lembrar que a Palavra de Deus aconselha um preparo adequado para receber o Corpo e Sangue de Cristo (1 Co 11:17-34, especialmente os versículos 27 e 28: "Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois o homem a sai mesmo e então coma do pão e beba do cálice").
O Acólito deve esmerar-se no cuidado com esta admoestação. O preparo pode ser iniciado na véspera da celebração. Deve estar pronto para entrar na presença do Senhor Jesus. O momento da confissão deve ser vivenciado com devoção sincera e arrependimento verdadeiro.


O ESTILO DE VIDA DE UM ACÓLITO
A prática da leitura bíblica diária ou de um devocional é altamente recomendável para o Acólito que deve desenvolver sua espiritualidade diariamente, não apenas num dia especial do final de semana.
Se a oração e a leitura bíblica devem ser práticas diárias de qualquer cristão, muito mais ainda de um Acólito!
Mas não somente isto, a meditação, confissão, jejum, adoração, simplicidade, submissão, humildade devem ser uma constante na vida particular de cada Acólito.
Praticados com regularidade devem se tornar um hábito por meio do qual a vida espiritual pulse e solidifique uma profunda comunhão com Deus e com os irmãos.
Sabemos que não conseguiremos fazer as coisas de modo totalmente perfeito, mas precisamos nos esforçar para alcançar a excelência. Todo Acólito deve ser exigente consigo mesmo e deve, também, buscar o aperfeiçoamento para o desempenho do seu serviço para a edificação do Corpo de Cristo (Ef. 4:12).
Parte importante do aperfeiçoamento contínuo do Acólito é desvincular-se do seu eu para permitir que Cristo cresça e apareça em sua vida. Assim, o Acólito será, como é desejável, a presença de Cristo no mundo.


OUTRAS RECOMENDAÇÕES IMPORTANTES
É importante considerar o caráter da vida daqueles que são admitidos a este ofício. Este ofício não é destinado a acolher pessoas só porque freqüentam regularmente a Igreja, mas outros valores estão envolvidos no processo, tais como boa índole, caráter reto, compromisso com Deus, vida familiar equilibrada, fidelidade à contribuição, desejo de ser espelho para outras pessoas na comunidade ao refletirem a luz de Cristo.
O Acólito deve expressar uma vida de fé e precisa de disciplina para progredir no desenvolvimento dos dons que Deus a ele confiou.
A vida no acolitato deve se expressar com a presença, tanto quanto possível, em todos os domingos no Culto, como também nas demais celebrações. Caso não possa comparecer, deve comunicar ao coordenador do seu turno ou procurar um substituto para que não falte assistência ao celebrante.
A consagração da sua vida a Deus é o que de mais importante deve acontecer na vida de um Acólito.

ORAÇÃO DO GRUPO DE ACÓLITOS
"Oh Deus Onipotente que convocaste os teus servos à sagrada missão de acolitar em tua Igreja, de ministrar em tua presença, rogamos-te humildemente que, por tua grande misericórdia, nos guie, nos fortaleça e santifique por teu Espírito Santo.

Queremos executar sempre a tua vontade, tanto no serviço que te prestamos em tua Casa, como em nosso viver diário para que o nome de Jesus seja glorificado. Nós te agradecemos pelo privilégio de termos sido escolhidos para esta função e queremos honrar sempre este ministério. Em nome de Jesus. Amém!"



Coro Catedral


1- Descrição do ministério.
O coro Catedral nasceu no ano de 1995 no coração de Deus, por
iniciativa e incentivo de Dom Paulo Ruiz Garcia, na época Deão da Igreja
Episcopal Anglicana. Começou com entusiasmo e dedicação de um
pequeno grupo que se dispôs a levar a diante o canto coral. Recebeu
o nome de ANGLICANTO, vindo posteriormente a chamar-se CORO
CATEDRAL. Tem como objetivo e proposta o louvor a DEUS. O canto
alegre, inspirador, confortador e acima de tudo adorador! Passaram
pelo Coro Catedral os seguintes regentes: Pierre, Alex Herculano, Davy
Chaves, Jetro Rodrigues e atualmente sob a batuta do Maestro André
Barreto, segue sua trajetória em busca da excelência e de um perfeito
louvor. Esse é o Coro Catedral!


2- Quando se iniciou?
Em 1995


3- Qual o propósito?
Nosso propósito é louvar a Deus através do canto Coral utilizando de músicas alegres, inspiradoras, confortadoras e acima de tudo que adorem e exaltem a pessoa de Cristo Jesus!


4- Qual a data, horário e local de encontro?

Quintas –feiras 20h.

5- Nome dos integrantes.
Hoje o Coro Catedral é composto por aproximadamente 28 integrantes


6- Outras informações relevantes?
Histórico do Regente:
André Barreto
Iniciou seus estudos musicais no CEMO Centro de Educação
Musical de Olinda estudando piano, logo depois passou a estudar violão.
Em 2000 passou a cursar o Básico em Música Sacra pelo Seminário
Teológico Batista do Norte do Brasil e tendo concluído este curso,
ingressou no Bacharel em Música Sacra nesta mesma instituição com
especialização em regência, foi aluno de Professores como Alcingstone
Cunha e Apolônio Ataide. Já regeu os Coros das Igrejas: Batista do Forte,
Batista do Conj. Beira Mar, Boas Novas e atualmente rege o Coro Catedral
da Igreja Episcopal Carismática do Brasil – Catedral da Trindade. Já foi
corista de diversos coros da cidade e atualmente é integrante do Coro
Sinfônico. Casado com Nívea Ramos e pai de Bruna Barreto, André tem
ministrado palestras e oficinas em diversos congressos de música.

Introdutores

Diante do crescimento de nossa Igreja, surgiu a necessidade de colocar pessoas para ajudarem na organização dos Cultos e entre estas atividades, uma especialmente clamava por pessoas comprometidas com a denominação: Receber àqueles que vinham adorar a Deus em nossas celebrações.
Assim, surgiu o grupo de Introdutores.

Hoje, temos três grupos diferentes para atuarem nos Cultos do domingo.
Nossos Introdutores são pessoas da Comunidade que sentem no coração o desejo de servir, sendo espelho daquilo que comungam durante suas vidas dedicadas a Deus e colocam seu tempo de um domingo no mês para receber com carinho, amor e atenção, não somente aos que nos visitam, mas àqueles que são fiéis participantes dos Cultos.

Nossas atividades são muito variadas, pois abrangem:

• Entrega dos informativos, formulários de movimentos, informações das atividades da Igreja, organização do Templo para que o Culto transcorra da melhor forma possível, localização de lugares vazios, entre outras;
• Recebimento com carinho das pessoas tentando fazer com que o amor do Senhor seja sentido por todos desde a chegada ao Templo.

Este é um trabalho totalmente voluntário que exige apenas a vontade de servir a Deus através dos Seus filhos e a perfeita sincronia com o Santo Espírito do Senhor, permitindo que Ele seja realmente o Lider de todos.
Nosso objetivo principal: REFLETIR A IMAGEM DE CRISTO.
Coordenadores:
Alberto Carlos Moreira Pires
Isolda Carvalho de Menezes
E-mail: albertocmpires@yahoo.com.br
Grupo atual: 40 membros

Sodalício do Altar


A palavra Sodalício significa "grupo". Sodalício do Altar é o grupo de mulheres que cuida do Altar do Senhor. Fazer parte deste grupo é um grande privilégio.

Aquela que integra o Sodalício é escolhida pelo Bispo/Pastor responsável pela Catedral/Paróquia e deve ter uma vida pia, reta e dedicada à oração.

Deve chegar bem antes do início de cada celebração, orar, pedir perdão pelas suas faltas, entregar seu trabalho de amor diante de Deus, preparar a Mesa do Senhor, de acordo com as orientações prescritas, colocando os cálices, patenas e demais elementos em número suficiente para atender a congregação. Deve ficar atenta para que nada falte.

É da responsabilidade do Sodalício providenciar os paramentos do Altar, inclusive confeccionando aqueles que precisam ser substituídos.

Quando forem preparar a Mesa para alguma celebração, as integrantes devem estar atentas para colocar os paramentos de acordo com as cores previstas para aquela data ou festa litúrgica.

Providenciar cestas de coleta das ofertas e dízimos também é da responsabilidade do grupo, que não pode se descuidar da decoração do Templo.

Ao final da celebração a pessoa responsável por aquele turno deve retirar os elementos de Mesa, lavá-los em bacia separada, com bucha exclusiva e jogar a água nas plantas, nunca pelo ralo.

Se a toalha que cobre o Altar, o "purificador", o "véu" ou qualquer outro elemento ficar manchado de vinho devem ter o cuidado de levar para casa, a fim de lavá-lo em separado.

Os paramentos devem ser retirados ao final das celebrações e guardados no local destinado para que as demais pessoas possam utilizá-los nos dias subseqüentes.
É, também, da responsabilidade do Sodalício preparar a Pia Batismal, caso este ato litúrgico esteja previsto na celebração.

Este Ministério está muito próximo do Senhor Jesus quando ao tomarmos o pão e o vinho lembramos a sua morte e ressurreição em favor de todos nós. E quem nos propicia isso, quem prepara tudo é o Sodalício do Altar.
Glória a Deus!